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Educação Infantil Bilíngue Kindergarten

O que é bilinguismo? 

Considerando que vivemos na era do conhecimento, o ensino de uma segunda língua constitui-se como um dos instrumentos essenciais para o desenvolvimento das habilidades e competências necessárias à formação de cidadãos do século XXI. 

A possibilidade de construção de conhecimento está cada vez mais atrelada a meios disponíveis de participação em uma comunidade que tem seus membros situados em várias partes do mundo ou em um mesmo projeto, atuando em conjunto na consecução de interesses comuns.” (Moita Lopes)

Ao falarmos outras línguas, desenvolvemos também modos alternativos de ver e de compreender o mundo. A linguagem é um meio de comunicação e significado que amplia, especialmente, as competências expressivo-comunicativas, tecnológicas e interculturais do aprendiz.

A aprendizagem de outra língua privilegia o pluralismo cultural e propicia a todos o conhecimento, a apreciação e o respeito por outras culturas e, ao mesmo tempo, a construção e aprofundamento da sua própria cultura. Permite que entenda a riqueza da diversidade cultural inclusive do país em que vive. A variedade linguística e cultural do Brasil é enorme. Aqui são faladas 210 línguas, entre variações de línguas europeias, asiáticas, indígenas e de sinais. Ao aprender sobre o outro, o estudante pode ampliar a percepção de si mesmo como indivíduo e cidadão. É, portanto, instrumento fundamental para o desenvolvimento de uma maior consciência da própria língua e cultura.

 

“Ser bilíngue é ser-se processo, processo na mudança, não é ter duas línguas, mas viver em duas línguas, em dois mundos, navegar noutros espaços; é ter vistas mais rasgadas, outras perspectivas do mundo...” (Antônio da Cunha Duarte Justo)

A integração da aprendizagem de línguas com as diferentes áreas do conhecimento cresceu muito na Europa e nos EUA nos últimos anos. Nos EUA, é chamada de Content-based Instruction, e na Europa, de Content and Language Integrated Learning (CLIL). Os estudantes aprendem conteúdos de diferentes áreas do conhecimento na segunda língua. 

 

“Educação Bilíngue é diferente do tradicional aprendizado de línguas. Na sua maioria, esses programas ensinam a língua como uma disciplina, enquanto programas de educação bilíngue usam a língua como meio para a instrução, ou seja, programas de educação bilíngue ensinam o conteúdo por meio de uma língua diferente da língua materna da criança.” (Ofélia Garcia)

 

“Se o que orienta a ação educativa é o propósito de desenvolver as múltiplas potencialidades humanas para garantir o acesso às condições de produção do conhecimento e da cultura, não há como ignorar a linguagem. É ela que torna possível qualquer aprendizagem, pois é por meio dela que se formaliza o conhecimento produzido nas diferentes áreas e que se descreve o modo como o universo se organiza; é ainda por meio dela que a arte cria novos mundos.” (Maria José Nóbrega)

Os estudantes, nessa perspectiva, aprendem inglês com o uso de materiais autênticos, tais como, livros de literatura infantil, filmes, músicas, softwares, websites, obras de arte, etc.

A aquisição de uma segunda língua, segundo Krashen (1985) e McLaughlin (1984), se desenvolve melhor quando é realizada em contextos significativos em que a força central de motivação é a negociação de significados. Merrill Swain enfatiza a importância do “output”, ou seja, da produção da língua como parte integrante do processo de aquisição da mesma. Dessa forma, criam-se oportunidades para que os estudantes usem a segunda língua de um modo autêntico e contextualizado, exercendo, dessa maneira, sua função social. Assim sendo, os contextos pedagógicos são centrados em projetos, módulos de aprendizagem, oficinas e outras vivências investigativas nas quais a integração dos conceitos e dos conteúdos aprendidos em língua materna assumem uma dimensão primordial.

Essa abordagem propicia a transferência dos sistemas de significados da língua materna para uma nova língua, como também desenvolve o que Jim Cummins chama de BICS (Basic Interpersonal Communicative Skills), ou seja, os níveis básicos de comunicação interpessoal, e CALP (Cognitive Academic Language Proficiency), que é a proficiência da linguagem acadêmica e cognitiva. 

Os estudantes alcançam maior êxito na aquisição da segunda língua quando esta é articulada pedagogicamente aos conceitos e aos conteúdos desenvolvidos na língua materna em outras linguagens (artística, gestual, visual, tecnológica, etc.) e assume um papel ativo na sua aprendizagem.

Objetivos Gerais

A Educação Infantil Bilíngue do Colégio Magister tem como objetivo geral garantir a todas as crianças a oportunidade de acesso a bens culturais que lhes ofereçam condições de aprenderem sobre o mundo e sobre si mesmas, e se desenvolverem como cidadãos conscientes da importância de se construir uma sociedade justa e democrática. 

Organizamos o nosso Plano de Ensino pensando na formação das crianças de 0 a 6 anos de idade, com base em uma concepção de educar e cuidar, a fim de que se apropriem de bens culturais por meio de diferentes linguagens e de criativas formas de interação com o ambiente, pois acreditamos no avanço do desenvolvimento de cada criança e trabalhamos para que elas obtenham o que lhes é de direito: serem educadas e cuidadas em um ambiente que as acolha, que apoie suas iniciativas e que as estimule em sua aventura de significar o mundo e a si mesmas.

Nosso trabalho legitima a grande importância da Educação Infantil, que se constitui num espaço físico e relacional e que desempenha um papel estruturante no desenvolvimento da criança no que tange os processos de consciência de si e do outro, de desenvolvimento da autonomia, de competências e experiências cidadãs. 

Tomar consciência de si é compreender-se socialmente constituído. Significa viver todas as dimensões do próprio eu, estar bem, ser tranquilizado na multiplicidade do próprio fazer e sentir, sentir-se seguro em um ambiente social amplo, aprender a se conhecer e a ser reconhecido como pessoa única e irrepetível.

Desenvolver a autonomia significa ter confiança em si e confiar nos outros; provar satisfação no fazer sozinho e saber pedir ajuda ou poder exprimir insatisfação e frustração, elaborando progressivamente respostas mais complexas  e novas estratégias; exprimir sentimentos e emoções; participar das decisões emitindo opiniões, aprendendo a operar escolhas e assumir comportamentos e atitudes sempre mais conscientes.

Adquirir competências significa brincar, movimentar-se, manipular objetos, ter curiosidade, perguntar, aprender a refletir sobre a experiência por meio da exploração, da observação e do confronto entre propriedades, quantidades, características, fatos. Significa também escutar - e compreender - narração e discursos, contar e revocar ações e experiências e traduzi-las como marcas pessoais e compartilháveis; ser capaz de descrever, representar e imaginar, “repetir”, com simulações e jogos simbólicos, situações e eventos com linguagens diferentes.

Com a possibilidade de ampliação do seu mundo social, a criança na escola vivencia inúmeras situações de experiências cidadãs o que significa descobrir o outro por si e atribuir uma importância progressiva nos outros e nas suas necessidades; perceber sempre mais a necessidade de estabelecer regras compartilhadas. Implica também o primeiro exercício do diálogo que é fundado na reciprocidade do ouvir, a atenção ao ponto de vista do outro e às diversidades de gênero, o primeiro reconhecimento de direitos e deveres iguais para todos. Significa estabelecer os fundamentos de um comportamento eticamente orientado, respeitoso aos outros, ao ambiente e à natureza. 

Tais finalidades são perseguidas por meio da organização de um ambiente de vida, de relações e de aprendizagem de qualidade, garantido pelo profissionalismo de nossa equipe e pelo diálogo educativo e harmonioso com as famílias. 

Nessa busca de garantir à criança o seu direito à infância, fundamentamos a nossa proposta pedagógica em situações que promovam práticas de educação e cuidado que tratem de modo integrado os seus aspectos físicos, emocionais, cognitivos, linguísticos e sociais, entendendo-a com um ser integral. Contemplamos intencionalmente a interação das diversas áreas de conhecimento e os aspectos da vida cidadã a partir de atividades ora estruturadas, ora espontâneas e livres, contribuindo com o provimento de conteúdos básicos para a constituição de conhecimentos e valores, dentro de orientações específicas e adequadas a cada faixa etária em um processo educativo que tem na criança a sua centralidade. 

Além dos objetivos gerais apresentados no currículo brasileiro, a Educação Bilíngue amplia os objetivos para:

  • Desenvolver habilidades cognitivas, sociais, emocionais, físicas e linguísticas em português e inglês.

  • Desenvolver competência bilíngue no decorrer dos segmentos.

  • Trabalhar cooperativamente com pessoas diferentes.

  • Compreender a diversidade como recurso enriquecedor, desenvolvendo uma postura pluricultural.

 

Proposta pedagógica

As práticas educativas na Educação Bilíngue, em todos os segmentos, são pautadas numa concepção pedagógica que tem nas aprendizagens o seu ponto de partida e de chegada.  

A construção de valores e atitudes que permeiam as relações interpessoais também é nosso foco, mediando o contato do estudante com o objeto de conhecimento.  

“A estrutura da língua que uma pessoa fala influencia a maneira com que esta pessoa percebe o universo...” Lev Vygotsky

O currículo do Kindergarten é planejado de maneira estratégica, a fim de contemplar dois idiomas: português e inglês.   Nessa perspectiva, contextualiza os saberes propiciando a formação de cidadãos éticos, abertos a novas aprendizagens e aptos a conviver com a realidade local e global. 

 

“...precisamos de alunos ativos, que aprendam a descobrir por si mesmos, em parte através de sua própria atividade espontânea, em parte através do material que organizamos para eles.” Jean Piaget

O estudante é sujeito ativo no processo de construção do conhecimento nos dois idiomas, desenvolvendo suas potencialidades.   O brincar é um dos mecanismos utilizados para favorecer a integração entre os conteúdos planejados, as habilidades a serem desenvolvidas e a aprendizagem significativa, permitindo que a criança desenvolva sua imaginação e as competências propostas para cada faixa etária à medida que tem a oportunidade de vivenciar o que aprende. 

As línguas inglesa e portuguesa são instrumentos para que os estudantes acessem os diferentes saberes propostos em nosso currículo e atinjam as expectativas de aprendizagem estabelecidas para cada série do programa bilíngue.


 
Concepção de Infância

Nosso trabalho está embasado  nas Diretrizes Nacionais para a Educação Infantil,  na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e no Currículo da Cidade, documentos que reúnem um conjunto de referências e orientações pedagógicas para garantir a aplicação de práticas educativas que sejam estimuladoras do desenvolvimento das crianças, acolhedoras de suas diversidades e promotoras de um pensar crítico e autônomo, além de valorizar o ato criador e estimular a formação de uma postura ética de solidariedade e justiça.

Compreender e conhecer cada criança são preocupações e cuidados que estão presentes em nossas ações diárias e em todas as situações intencionalmente organizadas no ambiente escolar, pois dentre os pressupostos que orientam o nosso fazer, destacam-se:

  • A valorização das múltiplas linguagens da criança e a ampliação de suas experiências culturais, éticas e estéticas.

  • A formação da criança questionadora, pesquisadora, investigativa, criativa, reflexiva e com competência para a resolução de problemas e, principalmente, que consiga se relacionar na comunidade em que está inserida.

  • A valorização do brincar como principal manifestação da cultura infantil.

  • A valorização das vivências e a experimentação da criança à medida que se desenvolve e constrói sua autonomia.

O respeito às características de cada faixa etária é essencial para o desenvolvimento das crianças e para as escolhas que fazemos em cada ação educativa. Apoiamo-nos ainda nos estudos de Jean Piaget e Henri Wallon, que se dedicaram a analisar o desenvolvimento infantil e, de acordo com as condições orgânicas e sociais das crianças, descrevem as características predominantes em cada estágio do desenvolvimento: 

Segundo Piaget, do nascimento aos 2 anos, a criança está no Estágio Sensório-Motor e desenvolve um conjunto de ações que lhe permite construir um conhecimento físico e concreto da realidade. Nesta etapa, desenvolve esquemas sensório-motores e é capaz de fazer imitações, e as representações mentais vão se tornando mais complexas, pois está em contato com o mundo, que lhe oferece possibilidades de vivência e significação. Dos 2 aos 6 anos, a criança está no estágio Pré-Operatório, quando inicia a construção da relação causa e efeito, bem como das simbolizações. É a chamada idade dos porquês, do faz-de-conta e do egocentrismo (em que tudo ‘é meu’). As crianças entram em contato com o conhecimento, por meio de atividades de representações, como jogos, desenhos e a própria linguagem. A partir daí, o pensamento passa a ser elaborado com uma linguagem interior, num sistema significativo de compreensão, alcançando, assim, o estágio Operatório Completo, a partir dos 7 anos.

Para Wallon, a partir dos 3 meses de idade, a criança inicia o processo de comunicação com o mundo exterior por meio de sua atividade motora. Já é possível reconhecer padrões emocionais diferenciados para medo, alegria, raiva etc. Este é o estágio Impulsivo Emocional. A criança de 1 a 3 anos de idade passa a concentrar suas atividades na exploração concreta do espaço físico pelo agarrar, segurar, manipular, apontar, sentar-se, andar, etc., auxiliada pela fala, que é acompanhada por gestos. Inicia-se, assim, o processo de discriminação entre objetos, separando-os entre si. Toda essa atividade motora exuberante indicada pelo estágio Sensório-Motor e Projetivo prepara não só o afetivo, mas também o cognitivo, que vai instrumentalizar a criança para o próximo estágio. Entre 3 e 6 anos de idade, no estágio do Personalismo, a criança passa a explorar a si mesma com mais intensidade, entendendo-se diferente dos outros seres e construindo sua subjetividade por meio das atividades de oposição (expulsão do outro) e, ao mesmo tempo, de sedução (assimilação do outro) e de imitação. Inicia-se, assim, o processo de discriminação entre o eu e o outro, tarefa central do personalismo – separando-se, distinguindo-se do outro – que se revela no uso insistente de expressões como ‘eu’, ‘meu’, ‘não’, etc. 

Henri Wallon fundamentou ainda ideias em quatro elementos básicos que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa. Com base em suas pesquisas, entendemos que a afetividade pode ser conceituada como todo o domínio das emoções, dos sentimentos, das experiências sensíveis e, principalmente, da capacidade de entrar em contato com sensações, referindo-se às vivências dos indivíduos e às formas de expressão mais complexas. Consequentemente, a afetividade é aspecto fundamental para o processo de aprendizagem. 

Apreendemos da Base Nacional Comum Curricular e ratificado do Currículo da Cidade , aprovada em 2017, seis direitos de aprendizagem e  objetivos de aprendizagem que assegurem, na Educação Infantil, as condições para que as crianças adquiram novos saberes em situações nas quais possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a vivenciar desafios e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, e que lhes permitam construir significados sobre si, os outros e o mundo social e natural.  

Direitos de Aprendizagem e Desenvolvimento na Educação Infantil:

  • CONVIVER com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças entre as pessoas.

  • BRINCAR de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), de forma a ampliar e diversificar suas possibilidades e acesso a produções culturais. A participação e as transformações introduzidas pelas crianças nas brincadeiras devem ser valorizadas, tendo em vista o estímulo ao desenvolvimento de seus conhecimentos, sua imaginação, criatividade, experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.

  • PARTICIPAR ativamente, com adultos e outras crianças, tanto no planejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, tais com a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando.

  • EXPLORAR movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia. 

  • EXPRESSAR, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de diferentes linguagens.

  • CONHECER-SE e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário. 

 

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2017

 
Linguagem corporal

As crianças, desde o nascimento, atuam e dão significado ao ambiente em que vivem por meio de movimentos, que são interpretados por seus parceiros culturais e essa linguagem corporal se torna a primeira manifestação comunicativa com o meio que a rodeia.  Por meio dela, ao se desenvolver e ampliar a complexidade dos seus movimentos, a criança se apropria criativamente de sua cultura. 

Embora a criança já se movimente ao nascer, é na interação com os outros, partindo de reações reflexas, rumo ao domínio intencional de um sistema complexo de coordenação de gestos e percepções, que chega ao desenvolvimento da linguagem falada e escrita.

Assim, progressivamente, a criança é capaz de obter, por meio do ato motor, aquilo que deseja alcançar, segurar ou levar à boca. O ato motor também passa a integrar um sistema compartilhado de símbolos, possibilitando a expressão de um desejo, ou de um medo, por meio de gestos.

Cada criança aprende a ser um adulto imitando e interagindo com os adultos. O que a natureza lhe dá biologicamente, em termos sensoriais e motores, ou neurologicamente, não é suficiente nem lhe basta para viver em sociedade. Para tal, ela tem de adquirir competências psicomotoras que foram alcançadas no decurso do desenvolvimento histórico pela sociedade humana (Vygotsky, 1962,1973,1999). No entanto, o desenvolvimento psicomotor humano não é só um produto do contexto social, mas também o resultado da participação ativa do indivíduo na criação desse mesmo contexto. 

A Educação Infantil é um momento privilegiado de interação da criança com os instrumentos culturais. Assim, oferecemos à criança modelos para os exercícios da imitação e da criação livre e interpretamos seus gestos de modo a compor com ela um repertório de movimentos, possibilitando sua ação instrumental sobre o ambiente e a expressão de seus sentimentos segundo marcas simbólicas do universo cultural a que pertence. 

Proporcionamos situações para que as crianças se movimentam em contextos diversos, engatinhando, caminhando, correndo, saltando, manuseando objetos de diferentes naturezas, brincando sozinhas ou em grupo, com objetos ou brinquedos, sempre experimentando novas maneiras de utilizar seu corpo e expressar seus sentimentos e pensamentos. 

Organizamos no currículo da Educação Infantil expectativas de aprendizagem estabelecidas e adequadas a cada estágio do desenvolvimento psicomotor da criança, considerando a relação direta entre psiquismo e motricidade, assim como a formação das bases das aquisições evolutivas do indivíduo. 

 

Linguagem Verbal e Escrita

O desenvolvimento da linguagem é fundamental para aprender, pensar e se comunicar. De acordo com Wallon, a linguagem abre a possibilidade de substituir a ação motora direta sobre as coisas, abreviando a aprendizagem, que já não depende da manipulação imediata e concreta. Pela linguagem a criança, normalmente a partir dos dois anos, passa a representar o mundo mentalmente e encontrar representações para suas intenções e ações. 

Nessa perspectiva, o trabalho na Educação Infantil favorece a interação entre os alunos, mantendo uma rede de conversas e ações de comunicação organizadas em propostas que contemplem momentos para discussão de experimentos e observações, trabalhos em grupo, jogos, elaboração de desenhos, produções artísticas e leitura de livros com auxílio das professoras.

 

A criança e o brincar

Valorizamos em nosso currículo a importância do brincar na Educação Infantil, pois, ao brincarem, as crianças interagem, vivenciam papéis, estabelecem relações consigo mesmas, com os seus pares, com os adultos e com o mundo no qual se inserem. Nesse sentido, as nossas brincadeiras são intencionalmente organizadas para que as crianças também construam suas aprendizagens enquanto brincam.

O brincar é constituído por experiências diversas, incluindo o movimento das crianças, a relação com os objetos e suas características, as linguagens gestuais e oral presentes nas mais variadas situações, além dos conteúdos representados por diversos papéis e atitudes que se referem à forma como o entorno social se constitui.

Como construção social, a brincadeira é um direito da criança, mas não é uma disposição inata, é preciso aprender a brincar. Portanto, garantimos em nosso planejamento o tempo e o espaço do brincar, assegurando a educação numa perspectiva criadora, em que a brincadeira possibilite o estabelecimento de formas de relação com o outro, de apropriação e produção de cultura, do exercício da decisão e da criação.

A formação de crianças bem pequenas

A trajetória que uma criança percorre desde que começa a deixar de ser bebê, até começar a se transformar em um ser mais independente e autônomo, está relacionada tanto às condições biológicas quanto àquelas proporcionadas pelo espaço familiar e social com o qual interage. Os bebês possuem um corpo no qual afeto, intelecto e motricidade estão profundamente conectados, e é a forma particular como esses elementos se articulam que vai definindo as singularidades de cada indivíduo ao longo de sua história. 

Cada bebê possui um ritmo pessoal, uma forma de ser e de se comunicar, por isso, o foco do trabalho no Berçário é a criança, e a nossa opção pedagógica é ofertar uma experiência de infância intensa e qualificada. Nessa perspectiva, o espaço educacional, cuidadosamente planejado, constitui-se como um espaço de vida coletiva, diferentemente do ambiente familiar. Os bebês convivem com seus amigos e amigas, sob a coordenação de adultos especializados, e têm a possibilidade de experimentar, aprender e construir relações afetivas.

Para garantir esse desenvolvimento, nosso Berçário conta com berçaristas e auxiliares, professora de música, assessoria nutricional e uma parceria com a Clínica Santa Isabella.

  • O pediatra responsável pela clínica acompanha o desenvolvimento dos bebês por meio de um gráfico de crescimento físico, e, semestralmente, após medir e pesar cada bebê, relata aos seus pais o seu parecer, durante uma reunião virtual. 

  • Musicalização: o trabalho da musicalização no Berçário, explora, principalmente nessa idade, as percepções sensórias do bebê (auditivas e táteis), a afetividade, a comunicação, os movimentos e a receptividade de diferentes sons, trazendo diversos benefícios e auxiliando no equilíbrio das funções orgânicas e psicológicas.

 

  • A Assessoria Nutricional garante um cardápio unificado e personalizado com acompanhamento nos momentos de adaptação e das principais refeições dos bebês. Ao final de cada semestre a equipe de nutricionistas fará uma reunião virtual com os pais de berçário.  

 

Semestralmente, os pais recebem um relatório de avaliação individual com a observação e o registro dos profissionais que trabalham diretamente com os bebês (Berçarista responsável e professora de Música), sempre com o acompanhamento da Coordenação Pedagógica.

Ao atingir aproximadamente 1 ano e 4 meses, a criança se caracteriza pela investigação e exploração da realidade exterior, bem como pela aquisição da aptidão de se expressar por meio da expressão corporal e da linguagem verbal. Nesse momento, os bebês começam a experimentar e a viver avanços no seu desenvolvimento, em especial, o desenvolvimento da linguagem, o aspecto psicomotor e a interação com o grupo. 

A nossa principal tarefa nessa pedagogia de crianças bem pequenas é articular dois aspectos do desenvolvimento:  o do cuidado e o da educação, para que cada ação pedagógica, cada palavra proferida tenha significado, tanto no contexto do cuidado – como no ato de atenção àquilo que temos de humano e singular – como de educação, processo de inserção dos seres humanos, de forma crítica, no mundo já existente.

Estabelecemos um compromisso com a oferta de um serviço educacional que promova o protagonismo dos bebês, promovendo seu papel fundamental como brincantes, artistas e cientistas, que pensam, planejam, exploram, testam, agem e descobrem o mundo. Dessa maneira, expressam tudo isso de forma rica e autoral, por meio do faz de conta, do desenho, da fala, da produção de colagem, da construção na areia, com pedras pequenas, com caixas, retalhos de madeira e outras materialidades.   

O plano de ensino para essa faixa etária está organizado de forma a contemplar principalmente:

  • Desenvolvimento da linguagem oral: no Berçário, a linguagem oral começa a ter um cunho diferenciado. As brincadeiras e interações que se estabelecem entre as crianças e a berçarista incorporam um papel comunicativo, expressivo e social da fala. A criança aprende a verbalizar por meio da apropriação da fala do outro, portanto, propiciar momentos de interação é um estímulo importante para a aquisição da linguagem oral.  O desenvolvimento da linguagem é um fator decisivo para a evolução psíquica da criança, pois permite outra forma de exploração do mundo. O contato diversificado com os ambientes permite que as crianças descubram suas formas de comunicação com o outro. Essa interação social ajuda crianças bem pequenas a entenderem a relação entre as experiências e a classificá-las de modo apropriado (VYGOTSKY, 1976).

  • Desenvolvimento motor: o movimento para a criança nessa faixa etária significa muito mais que mexer as partes do corpo ou se deslocar no espaço. A criança se expressa e se comunica por meio dos gestos e interage utilizando o seu próprio corpo. O ato motor se faz presente em suas funções diárias, ao mesmo tempo em que explora e aprende gradualmente a adequar seus gestos e movimentos às intenções e demandas exigidas. A modificação, a repetição, a ampliação de cada movimento de seus membros são recursos importantes para a consciência corporal e constitui condição fundamental para a tomada de consciência de si. 

  • Para garantir esse desenvolvimento psicomotor contínuo, nossos bebês são estimulados diariamente em um ambiente preparado com materiais diversos e recebem estímulos motores e multissensoriais. 

  • Musicalização: a musicalização é um excelente meio de desenvolvimento da expressão, do equilíbrio e do autoconhecimento, além de promover a integração social. Esse trabalho é realizado sempre em parceria com a professora de Música.

Todas as atividades do Berçário contribuem, de forma direta ou indireta, para a construção da identidade e o desenvolvimento da autonomia, uma vez que são competências que perpassam todas as vivências das crianças. A partir do Berçário 2, as crianças começam a participar de rodas de conversas, atividades de desenho, pintura, modelagem, aulas de Educação Física e de Música, constituindo, assim, ações de práticas educativas que colaboram para sua formação global. 

Para avaliar o processo de Aprendizagem e o desenvolvimento do bebê, a avaliação no Berçário 2 é feita por meio de portfólios, fotos, filmagens, documentação pedagógica, as próprias produções dos bebês, como desenhos, pinturas, esculturas, colagens, dentre outras e relatórios descritivos individuais. A avaliação tem como objetivo registrar as experiências vividas pelos bebês no dia a dia, enfatizando suas aprendizagens e descobertas, considerando o princípio de que a avaliação é um processo contínuo, para identificar as potencialidades, interesses e necessidades de cada indivíduo. 

Campo de Experiência

A Base Nacional Comum Curricular advoga sobre a não segmentação do currículo de Educação Infantil e defende uma nova organização que, em nossa concepção, é mais coerente à forma de pensar das crianças pequenas. Tal organização propõe uma nova maneira de lidar com os saberes, materiais, tempos e espaços educacionais específicos desta etapa de desenvolvimento infantil e está estruturada em cinco campos de experiências, no âmbito dos quais são definidos os objetivos de aprendizagem.  

Campo de experiência 1 - O eu, o outro e o nós

É na interação com os pares e com os adultos que as crianças vão constituindo um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão descobrindo que existem outros modos de vida, pessoas diferentes, com outros pontos de vista. Conforme vivem suas primeiras experiências sociais, constroem percepções e questionamentos sobre si e sobre os outros, diferenciando-se e, simultaneamente, identificando-se como seres individuais e sociais. Por sua vez, no contato com outros grupos sociais e culturais, outros modos de vida, diferentes atitudes, técnicas e rituais de cuidados pessoais e do grupo, costumes, celebrações e narrativas, que geralmente ocorrem na Educação Infantil, criamos oportunidades para as crianças ampliarem o modo de perceber a si mesmas e ao outro, respeitarem e reconhecerem as diferenças que os  constituem como seres humanos.

 

Campo de experiência 2 - Corpo, gestos e movimentos

Com o corpo  as crianças exploram o mundo, o espaço e os objetos do seu entorno, estabelecem relações, expressam-se, brincam e produzem conhecimentos sobre si, sobre o outro, sobre o universo social e cultural, tornando-se, progressivamente, conscientes dessa corporeidade. Por meio das diferentes linguagens, como a música, a dança, o teatro, as brincadeiras de faz de conta, elas se comunicam e se expressam no entrelaçamento entre corpo, emoção e linguagem. Na Educação Infantil, o corpo das crianças ganha centralidade, pois ele é, além da primeira possibilidade de comunicação com o mundo exterior, partícipe privilegiado das práticas pedagógicas de cuidado físico, orientadas para a emancipação e a liberdade, e não para a submissão. Assim, são promovidas oportunidades ricas para que as crianças possam, sempre animadas pelo espírito lúdico e na interação com seus pares, explorar e vivenciar um amplo repertório de movimentos, gestos, olhares, sons e mímicas com o corpo, para descobrir variados modos de ocupação e uso do espaço com o corpo.  

 

Campo de experiência 3 - Traços, sons, cores e formas

Conviver com diferentes manifestações artísticas, culturais e científicas, no cotidiano da instituição escolar, possibilita às crianças vivenciar diversas formas de expressão e linguagens, como as artes visuais, a música, o teatro, a dança e o audiovisual, entre outras. Com base nessas experiências, elas se expressam por várias linguagens, criando suas próprias produções artísticas ou culturais,  exercitando a autoria com sons, traços, gestos, danças, mímicas, encenações, canções, desenhos, modelagens, manipulação de diversos materiais e de recursos tecnológicos, Essas experiências contribuem para que as crianças desenvolvam senso estético e crítico, o conhecimento de si mesmas, dos outros e da realidade que as cerca.

 

Campo de experiência 4 - Escuta, fala, pensamento e imaginação

Desde o nascimento, as crianças participam de situações comunicativas cotidianas com as pessoas com as quais interagem. As primeiras formas de interação do bebê são os movimentos do seu corpo, o olhar, a postura corporal, o sorriso, o choro e outros recursos vocais, que ganham sentido com a interpretação do outro. Progressivamente, as crianças vão ampliando e enriquecendo seu vocabulário e demais recursos de expressão e de compreensão, apropriando-se da língua materna – que se torna, pouco a pouco, seu veículo privilegiado de interação.  Desde cedo, a criança manifesta curiosidade com relação à cultura escrita: ao ouvir e acompanhar a leitura de textos, ao observar os muitos textos que circulam no contexto familiar, comunitário e escolar, ela vai construindo sua concepção de língua escrita, reconhecendo diferentes usos sociais da escrita, dos gêneros, suportes e portadores. Na Educação Infantil, a imersão na cultura escrita deve partir do que as crianças conhecem e das curiosidades que deixam transparecer. As experiências com a literatura infantil, propostas pelo educador, mediador entre os textos e as crianças, contribuem para o desenvolvimento do gosto pela leitura, do estímulo à imaginação e da ampliação do conhecimento de mundo. Além disso, o contato com histórias, contos, fábulas, poemas, cordéis etc. propicia a familiaridade com livros, com diferentes gêneros literários, a diferenciação entre ilustrações e escrita, a aprendizagem da direção da escrita e as formas corretas de manipulação de livros. Nesse convívio com textos escritos, as crianças vão construindo hipóteses sobre a escrita que se revelam, inicialmente, em rabiscos e garatujas e, à medida que vão conhecendo letras, em escritas espontâneas, não convencionais, mas já indicativas da compreensão da escrita como sistema de representação da língua.

 

Campo de experiência 5 - Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações

As crianças demonstram curiosidade sobre o mundo físico e o mundo sociocultural desde muito cedo. Além disso, nas experiências com o mundo, elas se deparam com conhecimentos matemáticos que igualmente aguçam a curiosidade. Portanto, promovemos interações e brincadeiras nas quais as crianças possam fazer observações, manipular objetos, investigar e explorar seu entorno, levantar hipóteses e consultar fontes de informação para buscar respostas às suas curiosidades e indagações.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2017.

 

Pedagogia do Projeto

Olhando para o desafio de educar crianças no mundo contemporâneo, faz-se necessário um novo olhar para uma proposta de ensino baseada nas metodologias ativas que possibilitam ao aluno um papel de protagonista em seu processo de aprendizagem. Dentre essas metodologias, destacamos a pedagogia por meio de projetos, que busca desenvolver nas crianças a autonomia, criatividade, capacidade analítica, de síntese e o poder de decisão, uma vez que ela está envolvida desde a escolha do tema, passando o professor a ser igualmente sujeito do processo. Neste contexto, a Pedagogia por Projetos permite que os alunos contextualizem conceitos e descubram outros significados por meio de contextos investigativos, selecionando informações relevantes que possibilitem o desenvolvimento de habilidades e competências que o ajudarão ao longo de sua vida. Além de aprender de forma interdisciplinar, os alunos têm a oportunidade de trabalhar em equipe e desenvolver valores.

Devemos ter em mente que as crianças não pensam como adultos, elas constroem sua própria lógica, em uma perspectiva singular que é desenvolvida com olhos atentos, mãos curiosas, e inúmeras linguagens. São seres naturalmente construtores, investigativos e científicos por natureza. As descobertas e construções dos pequenos são resultado de um processo investigativo de aprendizagem, que constituem registros reflexivos e percursos individuais com perspectiva coletiva.

A busca pelo conhecimento é um longo processo que implica em investigação. A forma como acontece essa investigação resulta da curiosidade das crianças pequenas e do meio, que  também as afeta, e por isso representa grande parte de seu processo de aprendizagem. A variedade de objetos que as crianças dispõem, ainda que sejam caixas, tampas de panelas, materiais naturais ou sucatas, servem de laboratório para elaboração de seu pensamento empírico, tanto em casa quanto na escola, além dos outros ambientes que fazem parte de seu contexto social e cultural. Além disso, as relações estabelecidas consigo, com o meio e com os demais à sua volta têm um importante papel em seu processo de ensino/aprendizagem.

Na educação infantil é necessário propiciar contextos investigativos, propondo situações de aprendizagem que provoquem a curiosidade dos pequenos, de modo a promover suas descobertas e construções que constituem registros reflexivos e percursos individuais com perspectiva coletiva (Pedagogia de Projetos: Contribuições para Uma Educação Transformadora, p.3).

O trabalho com projetos envolve os estudantes na aquisição de conhecimentos e de habilidades por meio de um processo de investigação em torno de questões complexas e autênticas e de produtos e tarefas cuidadosamente planejadas. De acordo com os planos de ensino, os projetos podem variar desde projetos breves, baseados em um único assunto de sala de aula, até projetos interdisciplinares, com maior duração e que envolvem a participação não só dos estudantes, mas também das famílias. Esse procedimento valoriza todo o processo de pesquisa e culmina em um produto final.

Afinal, o que é projeto?

Project Based Learning (PBL), que significa “aprendizagem baseada em projetos“, aposta na construção de conhecimento por meio de um trabalho longo de investigação que responda a uma pergunta complexa, problema ou desafio. A partir dessa questão inicial, afirma Marcela Lorenzoni da equipe da Geekie, os alunos e as alunas se envolvem em um processo de pesquisa, elaboração de hipóteses, busca por recursos e aplicação prática da informação até chegar a uma solução ou produto final.

De onde eles surgem?

 

Bruno Munari também enfatiza que o projeto se origina em referência a um problema a ser resolvido, que nasce de uma necessidade, desenvolve-se e articula-se como um processo de pesquisa: partindo da definição pontual do problema, passando pela coleta e análise dos dados, para depois conduzir à formulação de uma hipótese de solução (momento de criatividade) e verificação experimental de tais hipóteses (Educar é a busca de sentido, p.23).

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Os projetos desenvolvidos na Educação Infantil devem contemplar as competências gerais e os objetivos de aprendizagem previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), observando cada faixa etária.

A participação é o valor e a estratégia que qualifica a maneira das crianças, dos educadores e dos pais de fazerem parte do processo educativo; é a estratégia educativa construída e vivida no encontro e na relação dia após dia. A participação valoriza e se vale das cem linguagens das crianças e dos seres humanos, entendidas como pluralidades de pontos de vista e das culturas, exige e favorece formas de mediação cultural e se articula em uma multiplicidade de ocasiões e iniciativas para construir o diálogo e o senso de pertencimento a uma comunidade. A participação gera e alimenta sentimentos e cultura de solidariedade, responsabilidade e inclusão, produz mudança e novas culturas que se medem com a dimensão da contemporaneidade e da intencionalidade. (REGGIO CHILDREN, 2012, p. 10 e 11).

Na Educação Infantil, a participação das famílias é fundamental para o bom desenvolvimento do processo de ensino/aprendizagem. Por isso, desenvolvemos o Guia da Família, com o objetivo de possibilitar a compreensão das intencionalidades pedagógicas do período, dar visibilidade às práticas  de sala de aula, favorecer o envolvimento da família no acompanhamento do processo de aprendizagem e de seus objetivos, possibilitando que a família compreenda a metodologia da Pedagogia de Projetos, comprovadamente uma das mais ricas experiências de aprendizagem para a educação infantil.

O Guia da Família será enviado trimestralmente em formato eletrônico ou na pasta que compõe o portfólio do aluno.

Dimensões do Guia da Família

  • Descrição do Projeto

  • Objetivos de aprendizagem

  • Intencionalidades (habilidades e competências a serem desenvolvidas)

  • Etapas

  • Literatura sobre o tema

  • Gamificação dos conteúdos

  • Registros do Processo (Documentação Pedagógica)

  • Hipótese de escrita espontânea / sondagem (somente para o K4)

  • Produto final (Portfolio, Big book, Mostra Cultural, International Day, Science Fair)

  • Como a família pode contribuir? (Leituras adicionais, acompanhamento de pesquisas e tarefas, etc...)

 

Portfólio do aluno
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ESTRUTURAÇÃO DOS PROJETOS POR SÉRIE

O cotidiano da escola é permeado por situações de aprendizagens das mais diversas. Tais situações emergem da própria vida em coletivo, característica inerente à escola. Para tanto, buscamos estruturar um cotidiano que compreenda a função social da escola para além da reprodução de informações. Isso posto, oportunizamos possibilidades significativas de experiências às crianças, que viabilizem a construção de sua própria leitura de mundo. Uma leitura que compreende muitas linguagens, que expressam os diferentes modos como as crianças aprendem. 

Observem nos quadros abaixo o planejamento anual para cada grupo/série do Kindergarten, considerando duas dimensões: os Contextos, momentos em que as crianças se apropriaram das materialidades propostas, criando afinidades com as ferramentas e materiais de trabalho, bem como ampliando o conhecimento de suas funcionalidades e compondo em seus registros. Na segunda dimensão, temos os Projetos Trimestrais que são planejados respeitando os interesses do grupo e as aprendizagens esperadas para a faixa etária. A premissa para o início de um projeto são as perguntas disparadoras realizadas pelas crianças dentro de contextos investigativos preparados pelos professores. Dessa forma, as relações construídas entre os contextos e os projetos compõem os percursos entre os  campos de experiências, de forma lúdica e intencional.

Por meio de pesquisas e vivências que auxiliam os estudantes a atingirem os objetivos propostos na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), os projetos ampliam as possibilidades de construção, descobertas e aquisição de novos saberes.

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